Mapeamento de retina: quando fazer esse exame e o que ele revela?
- 28 de jul.
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O mapeamento de retina é um exame essencial para avaliar o fundo do olho e identificar doenças que podem comprometer a visão, muitas vezes antes mesmo do surgimento de sintomas.
Indicado para pessoas com fatores de risco e também como parte da avaliação oftalmológica de rotina, ele permite diagnosticar alterações na retina, no nervo óptico e nos vasos sanguíneos oculares.
Neste artigo, você vai entender quando esse exame deve ser realizado, como ele funciona e o que ele pode revelar sobre a saúde dos seus olhos.
O que é o mapeamento de retina?
O mapeamento de retina, também chamado de exame de fundo de olho com pupila dilatada, é um procedimento que permite visualizar toda a extensão da retina.
Isso inclui sua região central e periférica, além do nervo óptico, da mácula, dos vasos sanguíneos e do vítreo.
Para realizar o exame, aplicamos colírios que dilatam a pupila, possibilitando uma avaliação ampla das estruturas internas do olho.
Em seguida, utilizamos equipamentos específicos para observar cuidadosamente o fundo ocular e identificar possíveis alterações.
Para que serve o mapeamento de retina?
O principal objetivo do exame é detectar alterações que não podem ser observadas durante uma avaliação oftalmológica convencional.
Além de auxiliar no diagnóstico, o exame também permite acompanhar a evolução de doenças já existentes, avaliar os resultados dos tratamentos realizados e identificar fatores de risco para complicações oculares.
Por oferecer uma visão ampla da retina, o mapeamento também pode revelar alterações relacionadas a doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão arterial, que frequentemente apresentam manifestações nos vasos sanguíneos da retina.
Quer entender a relação entre diabetes e visão e saber como evitar complicações? Confira esse artigo em nosso site!
Quais doenças o mapeamento de retina pode identificar?
O exame auxilia no diagnóstico e acompanhamento de diversas condições oculares, entre elas:
Rasgos e degenerações periféricas da retina;
Oclusões vasculares da retina;
Alterações do nervo óptico;
Inflamações intraoculares;
Tumores oculares;
Hemorragias retinianas;
Alterações provocadas pela alta miopia.
Em muitos casos, essas doenças apresentam poucas manifestações nas fases iniciais, tornando o exame indispensável para um diagnóstico precoce.
Quando indicamos o mapeamento de retina?
O exame pode fazer parte da rotina de avaliação oftalmológica e também podemos solicitar em situações específicas.
Os principais casos incluem:
Pessoas com diabetes;
Pacientes com hipertensão arterial;
Indivíduos com alta miopia;
Pessoas com histórico familiar de doenças da retina;
Pacientes com suspeita de glaucoma;
Antes de cirurgias oculares, como cirurgia de catarata ou cirurgia refrativa;
Após traumas oculares;
Gestantes com diabetes ou hipertensão, quando indicado;
Pacientes que apresentam sintomas como flashes luminosos, aumento de moscas volantes ou perda súbita da visão.
Além disso, adultos acima de 60 anos também podem se beneficiar da avaliação periódica da retina devido ao maior risco de doenças relacionadas ao envelhecimento.
Como realizamos o mapeamento de retina? O exame dói?
Realizamos o mapeamento de retina no consultório oftalmológico e ele costuma durar poucos minutos.
Inicialmente, aplicamos colírios para dilatar a pupila. Após alguns minutos, quando a dilatação é completa, utilizamos aparelhos específicos, como a oftalmoscopia indireta e a lâmpada de fenda com lentes apropriadas, para examinar cuidadosamente todas as regiões da retina.
Durante a avaliação, analisamos o estado da retina, da mácula, dos vasos sanguíneos, do nervo óptico e do humor vítreo, procurando sinais de doenças ou alterações estruturais.
Este é um exame seguro, indolor e não invasivo. A principal sensação percebida pelo paciente está relacionada à dilatação da pupila.
Após o exame, é comum ocorrer visão embaçada para perto e maior sensibilidade à luz durante algumas horas, efeitos que desaparecem naturalmente conforme a ação do colírio diminui.
Por esse motivo, muitas vezes recomendamos que o paciente utilize óculos escuros ao sair da consulta e evite dirigir até que a visão volte ao normal.

Qual a importância do diagnóstico precoce das doenças da retina?
Grande parte das doenças da retina apresenta evolução silenciosa.
Quando os sintomas surgem, algumas alterações podem já estar em estágios avançados.
O diagnóstico precoce nos permite iniciar o tratamento antes que ocorram danos permanentes às células da retina, aumentando as chances de preservar a visão.
Nesse contexto, o exame de fundo de olho com dilatação da pupila continua sendo uma das principais ferramentas para detectar doenças oculares precocemente, antes que provoquem perda visual irreversível.
Será que o mapeamento de retina é indicado para o meu caso? Fale com a Dra. Carolina Kita
A Dra. Carolina Kita é médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com residência em Oftalmologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e possui título de especialista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
Além da excelência, a Dra. Carolina acredita que uma consulta de qualidade também passa pelo acolhimento e pela escuta atenta de cada paciente.
Por isso, prioriza um atendimento humanizado, esclarecendo dúvidas e desenvolvendo um plano de cuidados personalizado.
Se você possui fatores de risco para doenças da retina, apresenta alterações visuais ou deseja realizar uma avaliação preventiva, agende uma consulta com a Dra. Carolina Kita.
Um exame oftalmológico completo é essencial para diagnosticar alterações oculares e preservar sua visão ao longo da vida.







