Degeneração da retina: entenda os riscos e as formas de tratamento
- 9 de abr.
- 5 min de leitura

A degeneração da retina é uma condição que pode comprometer progressivamente a visão e, em alguns casos, levar a perdas visuais.
Como a retina é responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro, qualquer alteração em sua estrutura pode impactar a qualidade da visão.
Neste texto, você vai entender o que é a degeneração da retina, quais são os principais riscos e quais formas de tratamento podem ajudar a preservar a saúde ocular.
O que é a degeneração da retina e como essa condição afeta a visão?
A degeneração da retina é um conjunto de condições que provocam o desgaste ou a deterioração progressiva das células da retina.
Esse tecido sensível à luz está localizado na parte posterior do olho sendo responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro por meio do nervo óptico.
Quando ocorre algum tipo de degeneração, essas células deixam de funcionar adequadamente, comprometendo a capacidade de formar imagens nítidas.
Em muitos casos, essas alterações evoluem de forma gradual e podem passar despercebidas nas fases iniciais.

Quais são os fatores de risco que podem aumentar a chance de desenvolver degeneração da retina?
Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolver degeneração da retina, confira abaixo:
Envelhecimento: o avanço da idade é um dos principais fatores de risco;
Histórico familiar: a presença de doenças retinianas na família pode aumentar a probabilidade de desenvolver algumas formas hereditárias de degeneração;
Tabagismo: fumar está associado a danos nos vasos sanguíneos e aumento do estresse oxidativo;
Alta miopia: pessoas com miopia elevada têm maior risco de alterações estruturais na retina;
Doenças sistêmicas: condições como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares podem afetar a circulação ocular e contribuir para danos na retina;
Alimentação pobre em nutrientes antioxidantes: dietas com baixa ingestão de vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para a saúde ocular podem aumentar o risco de alterações;
Exposição prolongada à radiação ultravioleta: a exposição excessiva à luz solar sem proteção adequada pode contribuir para danos progressivos às estruturas oculares.
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Quais sintomas podem indicar o início de uma degeneração retiniana?
Os sintomas da degeneração retiniana podem surgir de forma gradual e variar de acordo com a área da retina afetada e o tipo de alteração presente.
Assim, o paciente precisa estar atento aos seguintes sinais:
Visão embaçada ou dificuldade para enxergar detalhes, especialmente ao ler ou realizar atividades que exigem foco visual;
Distorção das imagens, em que linhas retas podem parecer tortas ou onduladas;
Redução da visão central, dificultando tarefas como reconhecer rostos ou ler letras pequenas;
Diminuição do campo visual, dando a sensação de “visão em túnel” em alguns casos;
Dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz, sintoma comum em algumas degenerações hereditárias da retina;
Aparecimento de manchas escuras ou áreas sem visão no campo visual;
Sensibilidade à luz ou dificuldade de adaptação entre ambientes claros e escuros.
Como realizamos o diagnóstico da degeneração da retina? Quais exames podem ser necessários?
Durante a consulta, examinamos o fundo do olho após a dilatação da pupila, o que nos permite observar diretamente a retina e identificar possíveis alterações em sua estrutura, como áreas de desgaste, depósitos, afinamento ou outras anormalidades.
Além desse exame clínico, podemos solicitar testes complementares que ajudam a avaliar com maior precisão as diferentes camadas da retina e o funcionamento das células responsáveis pela visão.
Entre os exames que mais utilizamos estão a tomografia de coerência óptica (OCT), que produz imagens detalhadas das estruturas retinianas, além da retinografia, que registra fotografias da retina para análise e acompanhamento.

Em alguns casos, também podemos recorrer à angiografia fluoresceínica, que avalia a circulação dos vasos sanguíneos da retina.
Quais são as opções de tratamento disponíveis para a degeneração da retina?
As opções de tratamento para a degeneração da retina variam de acordo com o tipo da doença, sua causa, o estágio de evolução e as características individuais de cada paciente.
Em muitos casos, o objetivo principal do tratamento não é reverter completamente as alterações já instaladas, mas sim desacelerar a progressão da doença, preservar a visão e reduzir o risco de complicações que possam comprometer a saúde ocular.
Por isso, o plano terapêutico é sempre definido após uma avaliação oftalmológica detalhada.
Entre as principais abordagens utilizadas no tratamento das doenças degenerativas da retina, destacam-se:
Acompanhamento clínico e monitoramento da doença
Em algumas formas de degeneração da retina, especialmente nos estágios iniciais, o acompanhamento regular é fundamental para avaliar a evolução da condição.
Nesse contexto, consultas periódicas e exames de imagem permitem identificar precocemente qualquer sinal de progressão ou surgimento de complicações.
Além disso, a especialista pode orientar mudanças no estilo de vida, controle de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, e cuidados gerais com a saúde ocular que ajudam a preservar a função visual ao longo do tempo.
Injeções intraoculares de medicamentos
Em determinadas condições, como na degeneração macular relacionada à idade na forma úmida, o tratamento pode incluir a aplicação de medicamentos diretamente dentro do olho por meio de injeções intraoculares.
Esses medicamentos atuam bloqueando substâncias responsáveis pelo crescimento anormal de vasos sanguíneos na retina, um processo que pode causar vazamento de líquido ou sangue e comprometer a visão central.
O tratamento geralmente é realizado em sessões programadas, definidas de acordo com a resposta clínica do paciente e a evolução da doença.
Tratamento a laser na retina
Em alguns casos específicos, o tratamento a laser pode ser indicado para tratar áreas da retina que apresentam alterações estruturais ou risco de progressão da doença.
O laser atua criando pequenas áreas de coagulação controlada, que ajudam a estabilizar determinadas lesões e reduzir o risco de complicações, como rasgos retinianos ou evolução de doenças vasculares da retina.
Esse procedimento é realizado de forma ambulatorial e costuma ser bem tolerado pelos pacientes.
Cirurgia para complicações da retina
Quando a degeneração da retina está associada a complicações mais graves, como rasgos, buracos maculares ou descolamento de retina, pode ser necessário realizar um tratamento cirúrgico.
Nesses casos, procedimentos como vitrectomia ou outras técnicas especializadas são utilizados para reparar as estruturas da retina, reposicioná-la corretamente e preservar a função visual sempre que possível.
A indicação da cirurgia depende da gravidade da condição, do tempo de evolução e da avaliação individual de cada paciente.
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Em todos os casos, o acompanhamento com a especialista é essencial para definir a melhor estratégia de tratamento e proteger a saúde da visão.
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Assim, você receberá uma análise completa da saúde da sua retina e orientações sobre as melhores opções de cuidado.







