O que é hipertensão ocular e como tratar?
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A hipertensão ocular caracteriza-se pelo aumento da pressão dentro dos olhos e, muitas vezes, não provoca sintomas nas fases iniciais.
Justamente por isso, muitas pessoas só descobrem o problema durante exames oftalmológicos de rotina.
Embora nem sempre cause danos imediatos à visão, a pressão intraocular elevada pode aumentar o risco de desenvolvimento do glaucoma.
Por isso, entender o que é a hipertensão ocular, quais são suas causas e como ela pode ser tratada é crucial para proteger a saúde dos olhos.
Entenda melhor neste artigo!
O que é hipertensão ocular e o que significa ter pressão elevada dentro dos olhos?
A hipertensão ocular está relacionada ao aumento da pressão dentro do olho sem que haja, inicialmente, sinais de danos ao nervo óptico ou perda de campo visual.
Essa pressão é determinada pelo equilíbrio entre a produção e a drenagem do humor aquoso, um líquido transparente que circula na parte anterior do olho e é responsável por nutrir estruturas importantes e manter a forma do globo ocular.
Quando esse líquido é produzido em excesso ou não consegue ser drenado adequadamente pelos canais naturais do olho, a pressão intraocular pode se elevar.
Qual é a diferença entre hipertensão ocular e glaucoma?
A diferença entre hipertensão ocular e glaucoma está relacionada à presença ou não de danos no nervo óptico e na visão.
Na hipertensão ocular, a pressão dentro dos olhos (pressão intraocular) está acima dos valores considerados normais. No entanto, não há sinais de lesão no nervo óptico nem alterações detectáveis no campo visual.
Ou seja, apesar da pressão elevada, o olho ainda não apresenta danos estruturais ou funcionais.
Mesmo assim, essa condição exige acompanhamento regular, pois a hipertensão ocular pode aumentar o risco de desenvolver glaucoma ao longo do tempo.
Já no glaucoma, além da pressão intraocular elevada (na maioria dos casos), ocorre dano progressivo no nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as informações visuais do olho para o cérebro.
Esse dano pode levar à perda gradual do campo visual, geralmente começando pela visão periférica. Se não for diagnosticado e tratado precocemente, o glaucoma pode evoluir e causar perda visual permanente.
Por isso, exames oftalmológicos periódicos são fundamentais para diferenciar essas duas condições, identificar possíveis alterações no nervo óptico e iniciar o tratamento adequado no momento certo.
Em nosso blog, temos um artigo completo sobre a cirurgia de glaucoma, confira!
Quais são as causas mais comuns da hipertensão ocular?
A hipertensão ocular pode ocorrer por diferentes fatores que interferem no equilíbrio entre a produção e a drenagem do humor aquoso.
Entre essas razões, destacamos:
Drenagem inadequada do humor aquoso: quando os canais responsáveis por eliminar esse líquido não funcionam corretamente, a pressão intraocular pode se elevar;
Produção excessiva de humor aquoso: em alguns casos, o olho produz mais líquido do que o sistema de drenagem consegue eliminar;
Uso prolongado de corticosteroides: medicamentos com corticoides, especialmente em colírios, podem aumentar a pressão ocular em algumas pessoas;
Traumas oculares: lesões nos olhos podem afetar o sistema de drenagem e provocar aumento da pressão intraocular;
Alterações estruturais do olho: algumas características anatômicas podem dificultar a circulação adequada do humor aquoso;
Predisposição genética: pessoas com histórico familiar de glaucoma ou hipertensão ocular podem apresentar maior risco de desenvolver a condição.
A hipertensão ocular apresenta sintomas?
Na maioria dos casos, a hipertensão ocular é uma condição silenciosa, o que significa que geralmente não provoca sintomas perceptíveis nas fases iniciais.
Muitas pessoas não sentem dor nem percebem alterações na visão, mantendo uma aparência de visão normal mesmo com a pressão intraocular elevada.
Por esse motivo, o problema costuma ser descoberto apenas durante exames oftalmológicos de rotina.
Como a hipertensão ocular pode aumentar o risco de danos ao nervo óptico ao longo do tempo, o acompanhamento regular com a oftalmologista é fundamental.

Assim, podemos monitorar a pressão intraocular e prevenir possíveis complicações.
Como medimos a pressão intraocular?
Medimos a pressão intraocular por meio de um exame chamado tonometria, que permite avaliar a pressão existente dentro do olho de forma rápida e segura.
Durante o exame, posicionamos o paciente diante do equipamento oftalmológico e aplicamos algumas gotas de colírio anestésico para evitar qualquer desconforto.
Em seguida, realizamos uma leve medição na superfície da córnea para calcular a pressão intraocular.
Existem diferentes tipos de tonometria, sendo a tonometria de aplanação uma das mais utilizadas, pois oferece resultados bastante precisos.
Também podemos usar dispositivos que realizam a medição por meio de um pequeno jato de ar direcionado ao olho, método conhecido como tonometria de não contato.
O exame é rápido, indolor e costuma fazer parte das avaliações oftalmológicas de rotina.
Quais são as opções de tratamento disponíveis para controlar a pressão ocular?
Em muitos casos, fazemos o controle da pressão ocular com o uso de colírios específicos que ajudam a reduzir a produção do humor aquoso ou a melhorar sua drenagem.

Dessa forma, conseguimos diminuir a pressão dentro dos olhos.
Quando o tratamento com colírios não é suficiente ou quando existe risco maior de dano ao nervo óptico, podemos indicar outras abordagens.
Assim, é possível realizar procedimentos a laser que auxiliam na drenagem do líquido ocular ou recorrer a cirurgias destinadas a controlar a pressão intraocular de forma mais eficaz.
Independentemente da estratégia adotada, o acompanhamento regular com a oftalmologista é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, ajustar as condutas quando necessário e proteger a saúde do nervo óptico ao longo do tempo.
Se você foi diagnosticado com hipertensão ocular ou deseja avaliar a saúde dos seus olhos, agende uma consulta com a Dra. Carolina Kita.
Assim, será possível avaliar a saúde dos seus olhos e, se necessário, saber qual o tratamento mais adequado para o seu caso!







