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Edema macular: por que ele acontece e como tratar?

  • Foto do escritor: carolina satie kita
    carolina satie kita
  • 1 de jan.
  • 4 min de leitura
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O edema macular é uma condição ocular que ocorre quando a mácula, região central da retina, acumula líquido e fica inchada, comprometendo a nitidez das imagens. 


Embora seja comum em pessoas com diabetes ou doenças que afetam os vasos sanguíneos dos olhos, também pode surgir após cirurgias oculares, inflamações ou outras patologias da retina. 


Dessa forma, é essencial entender por que o edema macular acontece e quais são as opções de tratamento.


Assim, podemos evitar a perda visual progressiva e garantir um manejo adequado.


O que é o edema macular e como ele afeta a visão?


O edema macular é um acúmulo anormal de líquido na mácula, a região central da retina responsável pela visão de detalhes, leitura e reconhecimento de rostos. 

Quando essa área fica inchada, as células sensíveis à luz não funcionam adequadamente, o que faz com que a imagem fique distorcida, borrada ou com manchas escuras no centro do campo visual. 


Esse inchaço prejudica diretamente a nitidez e a precisão da visão, podendo dificultar atividades simples do dia a dia. 


Além disso, sem tratamento, o edema pode evoluir e causar danos permanentes às estruturas da retina, levando à perda visual.


Quais são as principais causas do edema macular?


O edema macular pode surgir como consequência de diferentes condições que afetam a retina e comprometem os vasos sanguíneos que nutrem a mácula. 


Quando esses vasos vazam líquido ou sofrem alterações, ocorre o inchaço característico da doença. 


Assim, entre as principais causas, destacamos:


  • Retinopatia diabética: vazamento de fluidos dos vasos danificados pelo diabetes é a causa mais comum;

  • Oclusões vasculares da retina: entupimentos de veias retinianas podem provocar acúmulo rápido de líquido na mácula;

  • Inflamações oculares (uveítes): processos inflamatórios aumentam a permeabilidade dos vasos, favorecendo o edema;

  • Cirurgias oculares: alguns pacientes desenvolvem edema macular após cirurgias como a de catarata (síndrome de Irvine-Gass);

  • Degeneração macular relacionada à idade (DMRI): formas úmidas da doença podem causar vazamento e inchaço;

  • Medicamentos específicos: alguns fármacos, como certos tratamentos hormonais, podem desencadear o quadro;

  • Doenças hereditárias da retina: algumas condições genéticas também favorecem alterações na mácula.


Quais sintomas o paciente costuma perceber no início e na evolução do quadro?


O edema macular costuma começar de forma sutil, e muitos pacientes não percebem alterações importantes até que o inchaço esteja mais avançado. 


Porém, com o passar do tempo, os sintomas se tornam mais evidentes e o paciente pode perceber:


  • Visão embaçada, principalmente para atividades que exigem foco, como leitura;

  • Distorção das imagens (linhas retas parecem onduladas ou tortas);

  • Dificuldade para enxergar detalhes finos, mesmo com óculos;

  • Alteração na percepção de cores, que podem parecer apagadas ou menos vibrantes;

  • Mancha central na visão ou áreas escuras que surgem gradualmente;

  • Sensibilidade aumentada à luz (fotofobia).


Como realizamos o diagnóstico e quais exames são essenciais?


Começamos o diagnóstico pelo exame de fundo de olho, que nos permite observar diretamente o inchaço na região da mácula. 


Para confirmar o quadro e determinar sua gravidade, realizamos exames de imagem como a tomografia de coerência óptica.


O teste mostra com precisão o acúmulo de líquido nas camadas da retina.


Além disso, podemos recorrer à angiografia fluoresceínica, que avalia o padrão de circulação dos vasos sanguíneos e identifica possíveis vazamentos responsáveis pelo edema. 


Em alguns casos, também solicitamos exames complementares para investigar doenças associadas, como a retinopatia diabética ou inflamações oculares. 


Quais são as opções de tratamento mais indicadas hoje?


Em muitos casos, especialmente no edema macular diabético e nas doenças relacionadas à degeneração da retina, utilizamos injeções intravítreas que ajudam a diminuir o vazamento dos vasos sanguíneos e a melhorar a visão.


Quando o edema está associado a inflamações, como uveítes, também podemos recorrer a injeções oculares de corticosteroides, implantes ou colírios específicos.


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Assim, esperamos controlar a resposta inflamatória e reduzir o inchaço. 


Em casos selecionados, a cirurgia pode ser necessária para corrigir o problema mecânico que mantém a mácula edemaciada. 


Além disso, o controle rigoroso de doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, é parte essencial do tratamento, pois reduz o risco de piora e ajuda na resposta às terapias. 


O edema macular causa a perda permanente da visão? Qual a importância de buscar a especialista ao identificar qualquer sintoma incomum?


O edema macular pode, sim, levar à perda permanente da visão quando não tratado a tempo, já que o acúmulo de líquido na mácula provoca danos progressivos às células responsáveis pela visão central. 


Quanto mais prolongado for esse inchaço, maior o risco de cicatrizes irreversíveis na retina e menor a chance de recuperação visual mesmo com tratamento. 


Por isso, qualquer sinal como visão borrada, distorções ou dificuldade para ler deve ser considerado um alerta.


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Procurar a oftalmologista assim que surgir qualquer mudança incomum na visão é essencial para garantir um diagnóstico precoce, iniciar a abordagem adequada e evitar sequelas.


Assim sendo, se você notou algo diferente na sua visão ou tem fatores de risco, agende uma consulta com a especialista agora mesmo e cuide da saúde dos seus olhos com segurança!


 
 
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Dra. Carolina Satie Kita     -     Médica Oftalmologista - CRM-SP 161566 / RQE 84470

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